As vezes não é a pessoa certa, mas faz um bem!

Desde a primeira vez que te vi soube que não era você. Talvez já estivesse escrito nas estrelas que não pertencemos um ao outro. Talvez apenas esteja subentendido nas entrelinhas do nosso destino que tenhamos que viver algumas coisas juntos. Coisas essas que eu sei que podem acabar em um piscar de olhos. Você não é a pessoa certa para mim e talvez eu não seja a pessoa ideal para você. Isso tem um tom ridiculamente horrível, eu sei. Mas a verdade é que com você não há necessidade de medo ou qualquer outro sentimento de prisão, insegurança. Nunca senti nada disso com você. Mas também nunca acreditei que haveria em algum futuro um possível nós. Sei que somos como faíscas. Perdidos em busca de algo que nos dê o chão e as asas. Algo que nos faça querer ficar. Embora nenhum de nós tenha dado a partida ainda, sei que logo alguém terá de dar esse passo.

Você e eu perfeitos idiotas que se entendem apesar dos pesares. Sabe vi algumas coisas no facebook que falavam sobre as mãos certas sobre as nossas e como tem um poder de segurança. Afinal quem não gosta de sentir os toques, gestos e carinhos. Eu gosto de como me toca, como me beija. O modo como sabe tocar cada parte do meu corpo. Como sinto uma energia eletrizante e um pulsar descompassado pelo desejo de ter você ali, naquele momento. Você me faz um bem danado, não vou negar. Isso é estranho. Pela primeira vez em tempos eu não sonho, nem imagino um futuro com alguém. Isso é ótimo. Sem expectativas, sem decepções. Mas confesso que não me reconheço. Eu era daquele tipo de pessoa que só se aninhava se estivesse gostando para valer. Do tipo louca apaixonada. Bastava um sorriso de canto que eu tola me encantava toda. Saia do chão até as nuvens. Toda nova paixão era algo arrebatador, as borboletas orquestravam em mim. E cada pessoa possuía sua própria melodia. Eu como qualquer louca apaixonada planejava casa, cachorro e família. O felizes para sempre, fazia parte de cada repertório. E agora tudo que consigo sentir é apenas desejo. Seria essa a crise dos vinte e poucos? Sei lá. A essa altura para ser bem sincera já não importa. Não tenho ideia de até onde vamos com isso tudo, visto que não és a pessoa certa. Mas as vezes não é a pessoa certa, mas faz um bem. E esse bem você está me fazendo agora e é tudo que importa.

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